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(…) “uma rica tradição do ensaísmo brasileiro, nascida com Sérgio Buarque de Holanda [HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995] e cultivada atualmente entre alguns poucos historiadores e sociólogos. Trata-se de uma interpretação relativa ao tipo de mentalidade predominante no Brasil e nascida do seio das relações entre senhores e escravos. Esta mentalidade foi personificada naquilo que Sérgio Buarque de Holanda chamou de “homem cordial”, que só reconhece no “outro” um igual potencial na medida em que este outro pertence ao seu círculo íntimo e afetivo, isto é, na medida que compõe o grupo de familiares, amigos e afins. Este amigo ou afim pode ser às vezes uma pessoa distante, até desconhecida, desde que seja reconhecida como um igual potencial, alguém por quem se nutre certo afeto, simpatia ou sentimento humanitário. Os outros são os desiguais, os inimigos, os desafetos… enfim, todo aquele em quem não se reconhece a humanidade ou a cidadania.” (…)

Adalmir Leonidio Professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) e do Programa de Pós-Graduação Interunidades, Universidade de São Paulo / fonte: Associação Juízes para a  Democracia

http://www.ajd.org.br/arquivos/publicacao/87_ajd_67.pdf

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