bruxos, profetas!

“A transformação da natureza do saber [via tecnologia e do uso que se pode fazer desta] pode assim ter sobre os poderes públicos estabelecidos um efeito de retorno tal que os obrigue a reconsiderar suas relações de direito e de fato com as grandes empresas e mais genericamente com a sociedade civil. A reabertura do mercado, o desaparecimento da hegemonia exclusiva do capitalismo americano, o declínio da alternativa socialista, a abertura do mercado chinês às trocas, e muitos outros fatores, vêm preparar os Estados, neste final dos anos 70, para uma revisão séria do papel que se habituaram a desempenhar desde os anos 30, que era de proteção e guia, através da planificação dos investimentos”.

Jean-François Lyotard, em O Pós-Moderno (1986, José Olympio Ed., tradução de Ricardo Correa Barbosa do original de 1979, “La condition postmoderne”).

 

 

“E, na primavera de 1916, Lênin escreve um livrinho chamado O imperialismo, fase superior do capitalismo”, no qual atualiza Marx, examinando o crescimento do monopólio e a dominação do capital financeiro; o desenvolvimento da exportação de capital para o estrangeiro, substituindo a exportação de produtos (…) Os grandes lucros, enquanto isso, tinham sido usados para seduzir a camada mais privilegiada do proletariado, e os socialistas haviam virado imperialistas também”

Edmund Wilson, em Rumo à Estação Finlândia (1987, Cia.das Letras, tradução de Paulo Henriques Brito do original de 1940, “To the Finland Station’).

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