brasil, brasil, meu brasil brasileiro

O Brasil entrou e iniciou os anos sessenta sob a égide do novo. Cinema Novo, Bossa Nova, nova Capital Federal; novos arranjos sociais com planos e projetos de finalmente promover a independência e a soberania do país, como a Pedagogia de Paulo Freire, como a Liga dos Camponeses, o teatro de Augusto Boal, os Centros Populares de Cultura, entre outros. Respirava-se a novidade. Inspirava-se. Vivia-se.
Dois monstros, incomodados com os avanços econômico-sociais e culturais, se uniram e se abateram sobre nós: os militares com seu ideário de ordem (?) e o apoio da sempre presente “classe média” (seja lá o que for isso) e a imprensa conservadora, personificada na figura do Sr.Roberto Marinho com sua pretensão de cidadão Kane, forjando o imaginário daquela mesma classe média, mediana, medíocre, com seu jornal diário.
Golpearam-nos.
Intimamente ligados nos objetivos (e nas conseqüências), conseguiram ambos atrasar o desenvolvimento, o melhoramento das condições econômicas e sociais da maioria da população em algumas décadas (até o fim de 2002).
Durante anos desapareceu do horizonte qualquer perspectiva, coberta por uma nuvem indefectível e internalizada.
Anos de Chumbo mas também Tempos de Depressão: o ar era irrespirável porque vinha com o cheiro do medo que enchia as ruas; as noites, de um calor que salgava os sonhos suados.
Calados nas praças ou mudos nos porões, alguns esperavam o “amanhã vai ser outro dia”.
Finalmente, tudo se foi. Impunemente, mas se foi. Levou nossa juventude, mas se foi.
(as imagens são de 1967, achadas na rede e editadas e sonorizadas para nosso propósito “impressionista”.)

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