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01 de dezembro de 2017

Originalmente postado na revista Veja:

“O grupo automobilístico alemão Volkswagen, através de sua filial brasileira, está em negociações para indenizar as vítimas da ditadura militar no Brasil, mas ainda não há uma decisão sobre a quantia, segundo disse nesta sexta-feira um porta-voz da montadora na Alemanha.

“A Volkswagen reconhece sua responsabilidade moral pelas injustiças ocorridas durante a ditadura militar no Brasil. A Volkswagen do Brasil negocia de forma construtiva com vítimas da ditadura e com o Ministério Público brasileiro”, afirmou. “Nas negociações com as autoridades se trata também uma compensação financeira, mas sobre a quantia de possíveis pagamentos não há ainda nenhuma decisão”, completou a fonte.

Um investigador independente averiguou a responsabilidade do consórcio automobilístico alemão durante a ditadura no Brasil, e os resultados de seu trabalho serão apresentados em meados de dezembro no Brasil com representantes de alta categoria do grupo Volkswagen.

No final de fevereiro de 2015 a Comissão da Verdade, que aborda os crimes contra os direitos humanos durante o regime militar, começou a investigar a Volkswagen e outras empresas por suas ligações com os repressores.

Vários ex-funcionários da Volkswagen denunciaram ter sido espionados por seus superiores da empresa alemã por ordem dos militares que governavam o país. Meios de comunicação alemães informaram este ano sobre suposta colaboração da Volkswagen do Brasil com a ditadura militar no país e também a respeito da investigação na procuradoria.”

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  1. primeiro, o grupo admite que houve sim a ditadura;
  2. admite sim, que errou ao contribuir com a ditadura e
  3. que deve sim indenizar os atingidos.

A última coisa que a VW precisa agora é de novo escândalo, como ocorreu recentemente (no mundo civilizado) com as falsificações sobre emissões de gases.

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escuridão não vi pior

Uma sociedade que cultua a violência, uma sociedade na qual uma tal “classe média” replica (anseia) os privilégios dos mais ricos, achando-se também parecida com os de cima. Uma sociedade que ainda extermina os indígenas e se valeu por trezentos anos do trabalho escravo. Uma sociedade que sempre viu nos Direitos Humanos uma defesa ilegítima dos acusados-de-qualquer-coisa e não um marco civilizatório (para todos!), defendendo assim o extermínio dos negros e pobres. Uma sociedade de justiceiros que pensa com o fígado e anaboliza os baixos instintos. Uma sociedade que…basta. A depressão não é econômica, mas, antes, psicológica. Um défice de vida comunitária e um exacerbado senso de ego: a nossa desgraça.

 

Tal estado de coisas ajuda a vicejar ondas de imbecilidade e canalhice que faz alguns abjetos seres irmãos a defenderem abertamente nas ruas a “volta dos militares”.

VÍDEO LEGENDADO: DE COMO A VOLKSWAGEN AJUDOU A DESTRUIR VIDAS NO BRASIL AO COOPERAR COM A DITADURA QUE TORTUROU E MATOU:

http://www.daserste.de/information/reportage-dokumentation/dokus/videos/komplizen-vw-und-die-brasilianische-militaerdiktatur-114.html

(Nem vamos falar da mídia, um dos baluartes da total estupidez que assola a mente dos que não saem das “redes” de rádio e TV. E ainda, meu deus, agora as tais “redes sociais” (?). ‘Tamos fodidos.)

 

desencanto ou revolta? que opção nos resta?

Lava Jato, vender o Brasil pode? Vender o país não é corrupção?

 

Roberto Requião

O juiz Sérgio Moro sabe; o procurador Deltan Dallagnol tem plena ciência. Fui, neste plenário, o primeiro senador a apoiar e a conclamar o apoio à Operação Lava Jato. Assim como fui o primeiro a fazer reparos aos seus equívocos e excessos.

Mas, sobretudo, desde o início, apontei a falta de compromisso da Operação, de seus principais operadores, com o país.  Dizia que o combate à corrupção descolado da realidade dos fatos da política e da economia do país era inútil e enganoso.

E por que a Lava Jato se apartou, distanciou-se dos fatos da política e da economia do Brasil?

Porque a Lava Jato acabou presa, imobilizada por sua própria obsessão; obsessão que toldou, empanou os olhos e a compreensão dos heróis da operação ao ponto de eles não despertarem e nem reagirem à pilhagem criminosa, desavergonhada do país.

Querem um exemplo assombroso, sinistro dessa fuga da realidade?

Nunca aconteceu na história do Brasil de um presidente ser denunciado por corrupção durante o exercício do mandato. Não apenas ele. Todo o entorno foi indigitado e denunciado. Mas nunca um presidente da República desbaratou o patrimônio nacional de forma tão açodada, irresponsável e suspeita, como essa Presidência denunciada por corrupção.

Vejam. Só no último o leilão do petróleo, esse governo de denunciado como corrupto, abriu mão de um trilhão de reais de receitas.

Um trilhão, Moro!

Um trilhão, Dallagnoll!

Um trilhão, Polícia Federal!

Um trilhão, PGR!

Um trilhão, Supremo, STJ, Tribunais Federais, Conselhos do Ministério Público e da Justiça.

Um trilhão, brava gente da OAB!

Um trilhão de isenções graciosamente cedidas às maiores e mais ricas empresas do planeta Terra. Injustificadamente. Sem qualquer amparo em dados econômicos, em projeções de investimentos, em retorno de investimentos.  Sem o apoio de estudos sérios, confiáveis.

Nada! Absolutamente nada!

Foi um a doação escandalosa. Uma negociata impudica.

Abrimos mão de dinheiro suficiente para cobrir todos os alegados déficits orçamentários, todos os rombos nas tais contas públicas.

Abrimos mão do dinheiro essencial, vital para a previdência, a saúde, a educação, a segurança, a habitação e o saneamento, as estradas, ferrovias, aeroportos, portos e hidrovias, para os próximos anos.

Mas suas excelentíssimas excelências acima citadas não estão nem aí. Por que, entendem, não vem ao caso…

Na década de 80, quando as montadoras de automóveis, depois de saturados os mercados do Ocidente desenvolvido, voltaram os olhos para o Sul do mundo, os governantes da América Latina, da África, da Ásia entraram em guerra para ver quem fazia mais concessões, quem dava mais vantagens para “atrair” as fábricas de automóveis.

Lester Turow, um dos papas da globalização, vendo aquele espetáculo deprimente de presidentes, governadores, prefeitos a oferecer até suas progenitoras para atrair uma montadora de automóvel, censurou-os, chamando-os de ignorantes por desperdiçarem o suado dinheiro dos impostos de seus concidadãos para premiarem empresas biliardárias.

Turow dizia o seguinte: qualquer primeiroanista de economia, minimamente dotado, que examinasse um mapa do mundo, veria que a alternativa para as montadoras se expandirem e sobreviverem estava no Sul do Planeta Terra. Logo, elas não precisavam de qualquer incentivo para se instalarem na América Latina, Ásia ou África. Forçosamente viriam para cá.

No entanto, governantes estúpidos, bocós, provincianos, além de corruptos e gananciosos deram às montadoras mundos e fundos.

Conto aqui uma experiência pessoal: eu era governador do Paraná e a fábrica de colheitadeiras New Holland, do Grupo Fiat, pretendia instalar-se no Brasil, que vivia à época o boom da produção de grãos.

A Fiat balançava entre se instalar no Paraná ou Minas Gerais. Recebo no palácio um dirigente da fábrica italiana, que vai logo fazendo numerosas exigências para montar a fábrica em meu estado. Queria tudo: isenções de impostos, terreno, infraestrutura, berço especial no porto de Paranaguá, e mais algumas benesses.

Como resposta, pedi ao meu chefe de gabinete uma ligação para o então governador de Minas Gerais, o Hélio Garcia. Feito o contanto, cumprimento o governador: “Parabéns, Hélio, você acaba de ganhar a fábrica da New Holland”. Ele fica intrigado e me pergunta o que havia acontecido.

Explico a ele que o Paraná não aceitava nenhuma das exigências da Fiat para atrair a fábrica, e já que Minas aceitava, a fábrica iria para lá.

O diretor da Fiat ficou pasmo e se retirou. Dias depois, ele reaparece e comunica que a New Holland iria se instalar no Paraná.

Por quê?

Pela obviedade dos fatos: o Paraná à época, era o maior produtor de grãos do Brasil e, logo, o maior consumidor de colheitadeiras do país; a fábrica ficaria a apenas cem quilômetros do porto de Paranaguá; tínhamos mão-de-obra altamente especializada e assim por diante.

Enfim, o grande incentivo que o Paraná oferecia era o mercado.

O que me inspirou trucar a Fiat? O conselho de Lester Turow e o exemplo de meu antecessor no governo, que atraiu a Renault, a Wolks e a Chrysler a peso de ouro e às custas dos salários dos metalúrgicos paranaenses, pois o governador de então chegou até mesmo negociar os vencimentos dos operários, fixando-os a uma fração do que recebiam os trabalhadores paulistas.

Mundos e fundos, e um retorno pífio.

Pois bem, voltemos aos dias de hoje, retornemos à história, que agora se reproduz como um pastelão.

O pré-sal, pelos custos de sua extração, coisa de sete dólares o barril, é moranguinho com nata, uma mamata só!

A extração do óleo xisto, nos Estados Unidos, o shale oil , chegou a custar até 50 dólares o barril; o petróleo extraído pelos canadenses das areias betuminosas sai por 20 a 30 dólares o barril; as petrolíferas, as mesmas que vieram aqui tomar o nosso pré-sal, fecharam vários projetos de extração de petróleo no Alasca porque os  custos ultrapassavam os 40 dólares o barril.

Quer dizer: como no caso das montadoras, era natural, favas contadas que as petrolíferas enxameassem, como abelhas no mel, o pré-sal. Com esse custo, quem não seria atraído?

Por que então, imbecis, por que então, entreguistas de uma figa, oferecer mais vantagens ainda que a já enorme, incomparável e indisputável vantagem do custo da extração?

Mais um dado, senhoras e senhores da Lava Jato, atrizes e atores daquele malfadado filme: vocês sabem quanto o governo arrecadou com o último leilão?  Arrecadou o correspondente a um centavo de real por litro leiloado.

Um centavo, Moro!

Um centavo, Dallagnoll!

Um centavo, Carmem Lúcia!

Um centavo, Raquel Dodge!

Um centavo, ínclitos delegados da Policia Federal!

Esse governo de meliantes faz isso e vocês fazem cara de paisagem, viram o rosto para o outro lado.

Já sei, uma das razões para essa omissão indecente certamente é, foi e haverá de ser a opinião da mídia.

Com toda a mídia comercial, monopolizada por seis famílias, todas a favor desse leilão rapinante, como os senhores e as senhoras iriam falar qualquer coisa, não é?

Não pegava bem contrariar a imprensa amiga, não é, lavajatinos?

Renovo a pergunta: desbaratar o suado dinheiro que é esfolado dos brasileiros via impostos e dar isenção às empresas mais ricas do planeta é um ou não é corrupção?

Entregar o preciosíssimo pré-sal, o nosso passaporte para romper com o subdesenvolvimento, é ou não é suprema, absoluta, imperdoável corrupção?

É ou não uma corrupção inominável reduzir o salário mínimo e isentar as petroleiras?

Será, juízes, procuradores, policiais federais, defensores públicos, será que as senhoras e os senhores são tão limitados, tão fronteiriços, tão pouco dotados de perspicácia e patriotismo ao ponto de engolirem essa roubalheira toda sem piscar?

Bom, eu não acredito, como alguns chegam a acusar, que os senhores e as senhoras são quintas-colunas, agentes estrangeiros, calabares, joaquins silvérios ou, então, cabos anselmos.

Não, não acredito.

Não acredito, mas a passividade das senhoras e dos senhores diante da destruição da soberania nacional, diante da submissão do Brasil às transnacionais, diante da liquidação dos direitos trabalhistas e sociais, diante da reintrodução da escravatura no país….  essa passividade incomoda e desperta desconfianças, levanta suspeitas.

Pergunto, renovo a pergunta: como pode um país ser comandado por uma quadrilha, clara e explicitamente uma quadrilha, e tudo continuar como se nada estivesse acontecendo?

Responda, Moro.

Responda, Dallagnoll.

Responda, Carmem Lúcia.

Responda, Raquel Dodge.

Respondam, oh, ínclitos e severos ministros do Tribunal de Contas da União que ajudaram a derrubar uma presidente honesta.

Respondam, oh guardiões da moral, da ética, da honestidade, dos bons costumes, da família, da propriedade e da civilização cristã ocidental.

Respondam por que denunciaram, mandaram prender, processaram e condenaram tantos lobistas, corruptores de parlamentares e de dirigentes de estatais, mas pouco se dão se, por exemplo, lobistas da Shell, da Exxon e de outras petroleiras estrangeiras circulem pelo Congresso obscenamente, a pressionar, a constranger parlamentares em defesa da entrega do pré-sal, e do desmantelamento indústria nacional do óleo e do gás?

Eu vi, senhoras e senhores. Eu vi com que liberdade e desfaçatez o lobista da Shell, semanas atrás, buscava angarias votos para aprovar a maldita, indecorosa MP franqueando todo o setor industrial nacional do petróleo à predação das multinacionais.

Já sei, já sei…. isso não vem, ao caso.

Fico cá pensando o que esses rapazes e essas moças, brilhantíssimos campeões de concursos públicos, fico pensando…..o que eles e elas conhecem de economia, da história e dos impasses históricos do desenvolvimento brasileiro.

Será que eles são tão tapados ao ponto de não saberem que sem energia, sem indústria, sem mercado consumidor, sem sistema financeiro público, para alavancar a economia,  sem infraestrutura não há futuro para qualquer país que seja? Esses são os ativos imprescindíveis para o desenvolvimento, para a remissão do atraso, para o bem-estar social e para a paz social.

Sem esses ativos, vamos nos escorar no quê? Na produção e exportação de commodities? Ora…..

Mas, os nossos bravos e bravas lavajatinos não consideram o desbaratamento dos ativos nacionais uma forma de corrupção.

Senhoras, senhores, estamos falando da venda subfaturada –ou melhor, da doação- do país todo! Todo!

E quem o vende?

Um governo atolado, completamente submerso na corrupção.

E para que vende?

Para comprar parlamentares e assim escapar de ser julgado por corrupção.

Depois de jogar o petróleo pela janela, preparando assim o terreno para a nossa perpetuação no subdesenvolvimento, o governo aproveita a distração de um feriado prolongado e coloca em hasta pública o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, a Eletrobrás, a Petrobrás e que mais seja de estatal.

Ladrões de dinheiro público vendendo o patrimônio público.

Pode isso, Moro?

Pode isso, Dallagnoll?

Pode isso, Carmem Lúcia?

Pode isso, Raquel Dodge?

Ou devo perguntar para o Arnaldo?

À véspera do leilão do pré-sal, semana passada, tive a esperança de que algum juiz intrépido ou algum procurador audacioso, iluminados pelos feéricos, espetaculosos exemplos da Lava Jato, impedissem esse supremo ato de corrupção praticado por um governo corrupto.

Mas, como isso não vinha ao caso, nada tinha com os pedalinhos, o tríplex, as palestras, o aluguel do apartamento, nenhum juiz, nenhum procurador, nenhum delegado da polícia federal, e nem aquele rapaz do TCU, tão rigoroso com a presidente Dilma, ninguém enfim, se lixou para o esbulho.

Ah, sim, não estava também no power point….

É com desencanto e o mais profundo desânimo que pergunto:  por que Deus está sendo tão duro assim com o Brasil.

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Não concordamos com tudo o que expressou o nobre senador. Exemplo: temos a nítida impressão de que a lava-jato se iniciou com firme propósito de exterminar certos quadros da esquerda – porque esta não entregaria o país tão facilmente, como está acontecendo com os tais parlamentares ignorantes, corrompíveis e corrompidos – aliás, como seus eleitores: ou ignorantes ou corruptos em potencial. (A excrecência que ocupa o cargo de presidente do país hoje, não passa de fantoche a serviço das forças-um-por-cento que dominam o mundo. Não merece ser observado aqui nos seus atos, estes são caso de polícia e que esta faça seu dever.) Sabemos hoje da colaboração nos subterrâneos fétidos entre autoridades dos EUA com o juiz de piso de Curitiba, desde o roubo de um HD de computador da Petrobrás ainda nos primórdios até grampos telefônicos da NSA na Sra.Dilma e na Sra.Merckel, estes, fartamente noticiados.

Os resultados estão aí para quem quiser ver.

Quanto à farsa que representa toda essa maquinação para golpear um país e sua soberania, esta virá à luz, aos poucos, assim esperamos. (Tomara não seja muito tarde.)

 

Coreia do Norte

“Tudo que se movia.” Com essas palavras, o ex-secretário de Estado americano Dean Rusk definiu os alvos das bombas lançadas sobre a Coreia do Norte durante a Guerra da Coreia (1950-1953), uma missão batizada pelo Pentágono de Operação Estrangular.coreia

Segundo historiadores, foram três anos de ataques aéreos contínuos e indiscriminados, que arrasaram cidades e vilarejos da república comunista e mataram dezenas de milhares de civis. (…) James Person, especialista em política e história coreanas do centro de estudos Wilson Center, em Washington, diz que essa parte da história dos Estados Unidos não é muito divulgada no país. “Como ocorreu entre a Segunda Guerra Mundial e a tragédia do Vietnã, a maioria do público americano não sabe muito sobre a Guerra da Coreia.”

Mas, na Coreia do Norte, nunca se esqueceram dela – e essas lembranças continuam a ser uma das razões do rancor que impera ali contra os Estados Unidos e o mundo capitalista. Desde então, Pyongyang sempre viu os americanos como uma ameaça, uma rivalidade que está na raiz da tensão que existe na região, agora em seu auge.

(editado da BBC)

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getúlio

publicado no JB)

Getúlio Vargas matou-se com um tiro no peito, por volta das 8h30min de 24 de agosto de 1954, em seu quarto no Palácio do Catete, sede do governo federal na então capital Rio de Janeiro. Embora o suicídio seja costumeiramente considerado um ato de covardia, no caso do ex-presidente, há um entendimento comum de que foi mais uma estratégia detalhadamente planejada – o que é reforçado pelas cartas, Testamento e Despedida, que ele deixou de forma a marcar o adeus do político e do homem Getúlio, respectivamente.

Com a sua morte, Vargas adquiriu ares de figura mítica. “O suicídio dele foi um sacrifico que fez para garantir a continuidade de suas obras”, afirma José Augusto Ribeiro, para quem a ação do ex-presidente foi um gesto heroico que evitou uma guerra civil próxima de ser instalada no País, o que levaria a perda de vidas humanas e de liberdades públicas. Para o escritor, o suicídio de Getúlio também garantiu a eleição do presidente Jucelino Kubitschek, que pôs em prática as partes “menos polêmicas” de seu programa de governo.

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Na análise de Juremir Machado, a imprensa foi a principal responsável pelo suicídio de Getúlio. Ele argumenta que os principais jornais do País trabalharam fortemente pela queda do então presidente no golpe militar de 29 de outubro de 1945, em parceria com a União Democrática Nacional (UDN). Quando voltou ao poder, após quatro anos como senador, Vargas novamente enfrentou pressões – mas, desta vez, sucumbiu.

Machado lembra que casos de corrupção no governo eram insistentemente abordados pela mídia, sob a argumentação de que não era possível o presidente não saber que existiam. “Ele ficou encurralado”, afirma. “Não queria ser deposto novamente, e o simples fato de ser chamado a depor seria uma humilhação para ele”, completa.

Cansado e deprimido, Vargas cumpriu com algo que já sinalizava estar disposto a fazer em 3 de outubro de 1930, quando, na primeira nota de seu diário, escreveu que, se os seus planos para o País não dessem certo, pagaria com o preço da própria vida. “Getúlio deu sinais, pelo menos mais três vezes, de que poderia fazer isso. Hoje, se diria que ele tinha depressão. Era um homem isolado, de bom humor, muito afável, mas, ao mesmo tempo, uma ilha. Era muito sujeito às pressões e não se abria com ninguém”, define.

Trecho da Carta-Testamento de Getúlio Vargas

“Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia, não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”.

Trecho da Carta-Despedida de Getúlio Vargas

“Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte. Levo o pesar de não haver podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia”.

esse michael moore…

é assistir para ter esperança, para lutar do lado certo da História.

DESAFORTUNADAMENTE, nessa briga de gato e rato, não se assiste mais o documentário no endereço acima. Encontra-se porém uma versão “camuflada” aqui:

é correr antes que seja também impedida de divulgação.

 

redução de danos

artigo 196 da Constituição Federal de 1988: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

“redução de danos é uma política de saúde que se propõe a reduzir os prejuízos de natureza biológica, social e econômica do uso de drogas, pautada no respeito ao indivíduo e no seu direito de consumir drogas” (Tarcísio Matos Andrade , 2001).